perpétuo
és imortal
PERPÉTUO [ adj. que não cessa, que dura sempre; constante
quem se eterniza na história
perpétuo
Capítulo I
janeiro de 2017, inverno; st. akésan, canadá

[Teste p/ Demon] - SCERBASTISKY, Claire

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[Teste p/ Demon] - SCERBASTISKY, Claire

Mensagem por Oliver Vëhrr Tchaikovczyk em 26th Abril 2016, 14:27

say it!


Em uma tarde clara, o céu acima do prédio estava tingido por um azulado fosco, além daquelas porções gasosas que pairam o ar em um cor branca, dando um contraste mais belo àquela pintura divina. Uma brisa calma adentou pelo espaço da única janela que há no local, uma sala com formato cúbico e aparência obsoleta. O ranger da porta tão velha quanto aquele lugar pôde ser escutado pela rapariga, a qual encontra-se em um estado de dormência após ser abordada inesperadamente por uma injeção na lateral do pescoço que a deixou assim. A senhorita Claire, esta que está privada do seu sentido visual devido a um saco de coloração preta a recobrir o seu crânio por completo, sendo amarrado em seu pescoço, mas nada que trancaria a respiração alheia. Contudo, ela ainda poderia fazer uso de seus outros sentidos, como a audição que permitiria que ela percebesse os passos lentos sobre a superfície velha do assoalho que iam em direção à mesma, ou o faro para notar o odor de mofo, de umidade.

— Claire Scherbastisky. – Sibilou, parando em frente ao corpo da mulher, a qual está presa numa cadeira por resistentes correntes metálicas no centro da sala. – Claire.  – Prosseguiu, dando de ombros, pousando as palmas das mãos nos bolsos das calças. – Eu sei diversas coisas sobre você, garota. – Aquele ser tem a sua voz distorcida, ele tateou o saco e o retirou, permitindo que ela, que já estava acordada, o visse, assim, notaria que se trata de um alto rapaz trajando um sobretudo enegrecido e com uma máscara cinzenta a esconder a sua face. – Sou muito seletivo, Claire. Todos aqueles que trago até aqui me chamaram a atenção de algum modo. Você tem o poder de curvar os outros a sua voz, é um dom admirável o da lábia. Estou aqui para desbloquear as suas reais capacidades, Srta. Scherbastisky. Terá o mundo e quem quiser sobre a palma da sua mão. – Complementou, soltando uma risada alta que ecoou pelas quatros paredes.

O mascarado circundou a rapariga presa a uma cadeira. – Até mais. – Se despediu, dando as costas enquanto entrelaçou seus dedos em suas costas, mais especificamente na região lombar ao mesmo tempo em que se locomovia até em direção a única saída visível da sala cúbica uma janela. – Cuidado com a altura. – Disse em gargalhadas altas ao se sentar sobre a janela a fim de pular; se ela pretendia fazer algo com ele, pô-lo sob o seu controle, o momento era este, pois logo o mesmo se dissolveria em uma nuvem de fumaça cinzenta, flutuando para fora.

Importante:
— Esse teste é como uma missão one-post, o post deve ter no mínimo 20 linhas. Seja objetivo de preferência.
— No momento em que o mascarado deixa o local, esse é tomado por chamas vinda dos quatros cantos.
— A sala onde você se localiza, encontra-se no 30º andar de um prédio.
— E, principalmente, muito cuidado na hora de tomar a decisão de salto.

Imagem conceitual do sala (só ignore o que há nessa imagem e imagine uma janela aberta na parede)

_______


— R. I. P. to my youth.
And you could call this the funeral. I'm just telling the truth. And you can play this at my funeral.
Oliver Vëhrr Tchaikovczyk
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Re: [Teste p/ Demon] - SCERBASTISKY, Claire

Mensagem por Claire Scherbastisky em 7th Maio 2016, 12:15

* * *
— Dê-me algum tempo, Fisher. Logo estarei colocando esse doente atrás das grades ou dentro de um caixote de madeira. Só estou a espera de alguns relatórios e também de algumas biópsias. — Essa semana estava sendo um completo inferno para mim. Nada do que eu tentava fazer dava certo, nem mesmo alguma pista sobre o assassino que estava caçando já a mais de dois meses. Mesmo tendo um cargo alto como o meu, ainda precisava reportar para algumas pessoas, Fisher era uma delas. Achar alguma pista essencial sobre o psicopata está bem difícil. Não tenho um nome, um físico, um nada. A única coisa que eu sei é sua religião, fanático pelo seu Deus e tudo mais.
— Estou a ir almoçar. Ao menos que tenha alguma coisa de extrema importância para me fazer ficar... — falo em um tom alto e claro, o encarando, mas ele mantém o silêncio. — Foi o que eu pensei. Agora dê-me licença, uma agente de verdade precisa se alimentar. — Provocá-lo não era uma das coisas mais inteligentes a fazer, mas vê-lo tão impotente como nas outras vezes, de certa forma, deixava-me excitada. Muitas vezes já tive que induzi-lo a não sair por ai tagarelando sobre alguns assuntos em especiais, como na vez que fui para cama com ele, ainda me arrependo de ter virado aqueles copos com puro álcool tão depressa.
Há algumas semanas atrás, Linnus, meu objeto sexual, disse-me sobre um restaurante ótimo em especiarias  que ficava apenas cinco quarterões de nossa base, decido então experimentar a comida de lá. O máximo que aconteceria seria eu não gostar e forçar todos os cozinheiros a enfiarem suas cabeças dentro dos fornos. Pelo menos na minha cabeça. Ah, a propósito, Linnus trabalha comigo, pequeno detalhe. É um daqueles nerds que fica 24 horas sentado, mas se tem duas coisas que ele é excepcional, uma delas é hackear, a presença dele em vários casos é essencial, mesmo sendo fora da lei.
Como são apenas poucos quartões, resolvo ir andando. Deixo meu carro na garagem da base que fica no subsolo de um restaurante chines, ótimo disfarce para a atualidade. O dia estava lindo, assim como a minha vontade de comer algo bem grande e saboroso. Enquanto caminhava, observava o céu, que estava perfeitamente perfeito. Nesse instante, ele parece uma tela de um grande pintor, onde o enfeita com várias nuvens. Perco-me em seu grandioso tamanho, sendo levada da realidade e relembrando do passado. Talvez me distrair foi o meu pior erro no momento. Ao passar perto de um beco, uma simples puxada me joga atrás de uma lixeira, dificultando a minha visão da rua.  
— O quê? O que você fez comigo? — Perguntei, mas não obtive resposta. Quando fui puxada, estava distraída, então não pude sentir a leve picada no pescoço, que me injetou algum tipo de droga para cair no sono. — Escuro... Está ficando tudo escuro... Socor... soco...

[...]

Desperto, em fim. Por um tempo cheguei a pensar que estava cega, mas logo percebi que era apenas um saco cobrindo minha cabeça. O cheiro de mofo era insuportável no ambiente, o que me fez espirrar diversas vezes por conta da alergia. Tentei mover minhas mãos, mas não foi possível. Só sentia o gelado das correntes as prendendo em uma cadeira, na qual estava sentada. No momento em que penso gritar por ajuda, a sala que estava silenciosa foi tomada pelo som que ecoava a frente da porta se abrindo, alguém está ali. Aos poucos, o efeito do que seja lá o que for que me injetaram estava passando, já conseguia me sentir mais ativa do que há alguns segundos atrás. Ouço então passos, alguém estava se aproximando, que logo pronunciou meu nome e também meu sobrenome. ''Interessante, ele fez o dever de casa''.
Retirou então o saco que cobria meu rosto, dizendo que sabia coisas sobre mim. Enquanto ele puxava o saco, a curiosidade de saber onde estava e quem era enorme, mas a decepção veio em seguida logo após ver seu rosto coberto por uma máscara. Só estávamos nós dois no local, menos preocupante. No entanto, mais algumas palavras foram ditas, e tais palavras chamaram demais a minha atenção, fazendo-me vê-lo de outra forma. Além de saber o meu nome, ele também sabia sobre minha habilidade em especial de induzir as pessoas a fazerem o que eu desejar, certamente ele fez bem o dever de casa. Mas nada disso chamava tanto minha atenção quanto o final, quanto a sua frase final. Terá o mundo e quem quiser sobre a palma da sua mão. Ele circula a cadeira, dá-me tchau e começa a caminhar em direção da única saída dali.
– Espere – tombo a cabeça pro lado esquerdo, o encarando. – Volte aqui e liberte-me. – Ordenei. Mesmo sabendo da minha habilidade, o mascarado não me amordaçou. Será que ele esqueceu? Será que foi proposital? E se foi, ele deve amar arriscar, pois uma única frase e a vida dele chegaria ao fim mais rápido que imaginasse.
– Sinto que eu e você seremos grandes amigos, Sr. Mascarado.
(ross)


PS: Desculpinha pelo tempo, acho que demorei um tiquinho para postar, né? ^^
PS²: Não dormi ainda, ignore algumas partes. kkk

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